quarta-feira, março 26, 2008

Gambozinos…

João Monge (1) escreveu um dia…

“O teu coração parece

Uma pedra sem destino

Dizem que só amolece

Ao canto de um gambozino”

Afinal, o que é um “gambozino”?

É o que vamos tentar explicar a seguir.

Os gambozinos são seres imaginários que, segundo a superstição popular, vivem no campo, embora algumas espécies já tenham se adaptado e hoje também se possam encontrar nos recantos sombrios e húmidos dos parques de algumas cidades. No dicionário, são descritos como uma espécie de pássaros ou peixes, embora haja quem ache que possam ser parecidos com o pirilampo.

Há quem ache que são seres da família dos vegetais que vivem debaixo da terra; no começo do século XX houve quem os descrevesse apenas como “pequenos bolbos de uma espécie de lírio” que podem ser comidos. A ideia que se faz destes seres varia conforme a imaginação de cada um.

A caça aos gambozinos faz-se geralmente de noite, é muito popular em Portugal e em várias regiões da Espanha, como na Galiza, onde a estação de caça está aberta o ano inteiro, e não requer nenhuma licença especial para a prática desta actividade. A caça ao gambozino não visa a obtenção de alimento mas a conservação de tradições, é por isso considerada um desporto. É tradição organizar caçadas aos gambozinos e convidar pessoas ingénuas para a “caçada”.

Há um registo contado por um tal de Ferraz, personagem do séc. XIX, que diz o seguinte:

“[…] levavão-na uma noite sombria a um sitio escuro e medonho, e collocavão-na com um sacco aberto ao pé de um buraco, como para agarrar nella os gambozinos, que costumavam sahir por alli; e assim deixavam ficar o incauto, ás vezes, até pela manhã indo-se embora, sob qualquer pretexto, a pessoa que o lá levou”.

Os gambozinos que estiverem a ler isto podem pensar…”bom estamos feitos!”. Sosseguem porque o autor conclui: “[…] d’este costume se não contão casos modernos, mas antigos, não se apontando mesmo ninguém que se tenha sujeitado a semelhante caçada”.

Portanto dêem mil graças por viverem nestes tempos modernos, onde a vossa espécie está protegida pela Quercus e pela WWW…

Embora não haja notícia de alguém que alguma vez tenha visto um gambozino, é "frequente" ouvir um ou outro fanfarrão dizer que já caçou dois ou três gambozinos, só para se vangloriar. Mas eu posso dizer que até já cacei mais do que isso… e só com dois sumos de cevada …

Finalmente, acredita-se que o canto de algumas espécies de gambozinos tem propriedades especiais. Bem, eu diria que tem propriedades muito especiais até, mas se estiverem… em silêncio.

Eles andem ai…

(1) http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/riogrande_serraDaAdica.html

“in Wikipédia”

segunda-feira, março 17, 2008

Serenata, Leitão e muito mais... 15 Março

No passado dia 15 de Março o Grupo de Serenatas - Invictus Trovadorum a convite do seu elemento Filipinus Esforsatis, esteve presente em Aveiro para a uma saída diferente!!! Neste dia uma "pequena" Serenata se prolongou pela noite dentro proporcionando mais uma vez o bom humor, disposição, alegria, espirito académico e muito...muito mais!
Desta vez o nosso fotógrafo de serviço fez-se representar depois de algum tempo de ausência, aí vejam algo do que se passou:

poucos mas bons!!!

atenção redobrada...

o brinde!

a Serenata...


DOCES...!!!


Moranguitos!!!

e muito mais!!!

ANIMAÇÃO!!!

Decidimos não publicar as fotografias do Leitão...pensamos que seria melhor para não suscitar ainda mais polémicas!!!:)

Saudações Académicas

Filipinus Esforsatis


Braga...a velha cidade!!! - 9 Março

E...as novidades chegam fresquinhas...para os mais curiosos!!!
Depois de muitas insistências da ala conservadora do Grupo e da ala neo-liberal exterior, surgem então novas novidades deste lindo Grupo de Serenatas - Invictus Trovadorum!!!
Entao aqui vamos nós!
No passado dia 9 de Março de 2008, o Grupo de Serenatas - Invictus Trovadorum decidiu pegar nas malinhas e "fugir" até à Linda Cidade de Braga. Pelas imensas ruelas, avenidas, parques decidimos cantar e encantar, tendo para isso contribuido a fantástica paisagem acolhedora daquele lugar, o fantástico calor humano daquela população. Um pequeno report fotográfico vale mais que mil palavras:

a partida...

o Contrabaixo vale por 2!!!

a afinar...ou!!! desafinar!

os mais atentos...

a foto para a prosperidade!!!

...o culminar de um dia agitado...

...a SERENATA à D. Isabel!!!

Neste dia de felicidade, amizade, cumplicidade, lágrimas e muita emoção desejamos os nossos Parabéns à Aniversariante e que muitos mais anos venham por ai, é o que desejamos.

O Grupo de Serenatas - Invictus Trovadorum anda por ai...

Saudações Académicas

Filipinus Esforsatis

domingo, março 16, 2008

Há um ano…

…no Sarau do IPP, apresentavam-se os cavalheiros que iriam pelas ruas da antiga, mui nobre, sempre leal e Invicta cidade do Porto, para mais uma temporada de fantásticas intersecções com o profundo descanso das muitas donzelas Portuenses e não só…a todas Elas o nosso agradecimento porque sois Vós o motivo da nossa existência…
…ficam em jeito de reportagem algumas das muitas imagens dessa noite…

Saudações Académicas


sexta-feira, janeiro 04, 2008


Passada esta quadra, recheada de “comes e bebes” e em que todos andam mais ou menos contentes, ou não fosse verdade que muitos de Nós ansiavam aqueles envelopes “mágicos”, oferecidos pelas madrinhas ou não, mais outras tantas prendas, aquele corpinho danone com mais umas quantas calorias, os falatórios extensos, constantes, e por varias vezes repetidos acerca da Minha, da Tua, da Deles, da Nossa Passagem de Ano…enfim…tudo aquilo que se pode esperar depois de duas monumentais festas (Natal e Reveillon) no espaço duma semana e pouco.

Pois é, tudo isto é muito bonito ate porque alguns ainda andam pelos saldos a tentar gastar a todo o custo mais algum dinheiro que tenha sido oferecido e que não tenha sido gasto na Passagem do Ano …

Passada esta época de boas colheitas… tempestades se advinham… e todos nós sabemos de quadrantes sopram esses ventos, a seguinte imagem ilustra bem o nosso aspecto em altura de nortadas…


…pois é… Os Exames estão à porta, não sei se todos vocês já se adaptaram a Bolonha…em caso de já se terem mudado para “terras transalpinas” esta mensagem surge de forme precoce…no entanto creio que ainda anda bastante gente por Cá e assim sendo é nossa obrigação alertar para os perigos desta tempestade… no entanto espero que não "Adormeçam" com o pó dos livros…


…e se lembrem que a música continua…essa tão importante componente da nossa vida académica… eheheh a qual dedicamos uma boa parte do nosso tempo…

Espero que todos Vós tenham passado um Santo Natal com as pessoas que mais gostam, que tenham entrado em 2008 com o pé direito e olhem Boa Sorte para os Exames, frequências, mini-testes…etc…para aqueles que ainda não tem nada disto para fazer, não se acomodem pois a vossa altura de tempestade também não demora muito…

Abraço a Todos

Saudações Académicas

sexta-feira, dezembro 28, 2007


AS SERENATAS

Quando queremos acreditar que a Praxe é imortal e intemporal, uma boa forma de reforçar a ideia é através desse momento ultra romântico que é a Serenata.
Por muito ridícula que possa parecer aos olhos de muitos, é inegável que a Serenata atribui ao estudante a face poética da sua vida académica.
Sendo de origem medieval, foi nos meios estudantis que adquiriu o cariz académico que a Capa e Batina tão bem ilustram.
Nós os Portugueses, como povo poeta que somos, temos bem dentro de nós um romantismo que já nasce connosco e se traduz no cantar da Saudade, no Fado. Bem lá no fundo, não há alma lusitana que não encontre beleza numa serenata entoada ao luar.

«A mecânica tradicional das Serenatas não é, necessariamente, mais do que uma curiosidade, visto que elas partem do mais íntimo de cada indivíduo. Ninguém se terá lembrado de inventar uma fórmula para as declarações de amor... Também, para as Serenatas o que vale é o sentimento e a capacidade de o exprimir. Só mesmo a distância entre o fadista e a sua amada explica a existência de qualquer coisa como uma linguagem que entre eles nasceu nas serenatas. Ela se resume a que a amada acenda e apague a luz três vezes, se aceita a serenata. O declarante, esse, distingue-se por, na altura de cantar, dar alguns passos em frente que o colocam só e mais perto da sua amada.
Pessoas existem que, a estas duas singulares formas de linguagem, acrescentam uma outra. Trata-se de uma flor que o declarante enviaria, a qual, uma vez aceite, significaria também a comunhão de sentimentos e, quando rejeitada, seria obviamente o contrário. Não duvidamos da beleza do gesto mas... talvez não venha senão a complicar uma situação onde tudo deve ser simples, rápido e incisivo.
Receber uma flor, implica abrir uma janela por onde ela entre, o que nem sempre terá sido considerado muito digno para uma donzela.(*)
Há, também, quem insista num número fixo para os fados. Não vemos porquê. Se a polícia ou o pai da menina não apareciam, se o fadista estava intensamente apaixonado, qual a razão para cantar apenas quatro fados?
Acrescentam-se a este número, duas variações. Aceitamos uma cuja função será a de acordar a menina (que deverá estar mergulhada em sonhos de fadas e cavaleiros) para que ela possa suspirar a íntegra das palavras do declarante. Mas, duas variações?
Só se a outra for para terminar, o que a tornará facultativa...»

* - Lembremo-nos que ela não aparece nunca à vista.

(in QVID PRAXIS? (PORTVCALENSIS), Cabral, Manuel e Marrana, Rui; Porto, 1982, AEUCP)


Outro tipo de serenata é a Serenata Monumental, uma cerimónia que representa para muitos caloiros a primeira noite em que vestem o Traje.
Esta manifestação académica parece ser relativamente nova e é com ela que actualmente se procede à abertura da Queima das Fitas. Recentemente, têm cada uma de muitas instituições executado monumentais serenatas especialmente para os alunos de cada uma das instituições. Normalmente, dão-se na época de recepção ao caloiro e são uma maneira de lhes incutir o gosto e orgulho na tradição cantada logo desde o início do ano.
A explicação para o aparecimento deste tipo de serenatas parece simples. Os estudantes terão começado por cantar o Fado às populações não só em serenatas de modo a presentearem os cidadãos com a música da academia e a criar uma certa interactividade academia-população. Daí parece ter surgido a tradição de cantar à meia-noite, nas Serenatas Monumentais, seis fados e duas variações.
Normalmente, o evento toma como palco a escadaria da Sé Velha, em Coimbra e a varanda ou o átrio da Catedral da Sé, no Porto, uma vez que a velha catedral da Invicta não possui uma escadaria suficientemente longa para o efeito.

Penso que de quando em vez sabe bem ler coisas bem escritas…não fiquei indiferente ao texto quando passeava por um blog dedicado as Tradições Académicas…e desde já aproveito para felicitar a(s) pessoa(s) que o criaram… Fica a referência… http://pwp.netcabo.pt/qvidpraxis/serenatas.html

Atrevo-me a perguntar …

Qual será o significado de uma serenata na vida Académica de cada um de Nós?



quarta-feira, dezembro 26, 2007

Feliz Natal e um Óptimo 2008

O Grupo de Serenatas do ISEP - Invictus Trovadorum deseja a todos sem excepção um Santo e Feliz Natal junto daqueles que mais gostam e um Óptimo Ano de 2008!!!
Saudações Académicas
Invictus Trovadorum

Almoço de Natal do IPP - 19 Dezembro

No passado dia 19 de Dezembro, o Grupo de Serenatas do ISEP - Invictus Trovadorum a convite do Instituto Politécnico do Porto esteve presente no Almoço de Natal do mesmo. Sendo de enaltecer mais uma vez o apoio incondicional que o Instituto Politécnico do Porto tem dado aos Grupos Académicos, desejamos a todos um Óptimo e Santo Natal e um 2008 que traga tudo aquilo que este ano de 2007 não foi capaz de proprocionar.
Um Muito Obrigado mais uma vez pelo convite e pelo fantástico calor humano presente!!!
Saudações Académicas
Filipinus Esforsatis
(Invictus Trovadorum)